segunda-feira, 21 de outubro de 2013

No alto do morro
tem uma igreja
ao lado dela
os verdes acenam
ao sabor da intempérie do ar
mais abaixo
há um cruzamento
onde por cima
uma pomba passa

e no mesmo instante

entra uma mulher no ônibus

o perfume de seu suor
mostrou o tom de pele da cor de sua alma
me fez saudoso
de um tempo que não vivi
dum passado distante
conhecido das histórias que já ouvi
de vento acordando roupas descansando nos varais
da lida que pede descanso
da vida que pede um tanto
de cerveja gelada no fim da tarde
porque é quente, a semana é longa
e ainda é segunda-feira.

domingo, 20 de outubro de 2013

Miríade

A vida, esta menina
corre e ciranda
como o átomo e o grão de areia
num átimo que se acabará

Embriagado pelos pulsos
dos tímpanos do coração,
embalado pelas rajadas
de vento às marés do amor,
do amar

E como num anseio,
o jovem se desfaz,
tinge rubras melodias
é o astro que vem
de tom celeste
para reinar.

Augusto K.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Pnin, que se não é, tem um tanto de Cândido
E é bem provável que essas palavras lhe soem estranhas
ao pé do ouvido, como assim o é o sânscrito
E talvez seja assim a dialética com Gaudí
para quem pela primeira vez o vê
Estranho e abominável, pois vem das entranhas,
o lugar mais medonho do ser.

Augusto K.