I. Lira dos dias
(Dedicado ao meu grande amigo Diego Sousa)
(Dedicado ao meu grande amigo Diego Sousa)
Nos plácidos fins de tarde,
pores de sol,
navega uma balsa
no rio d'uma lírica distante,
também onipresente,
soprada na força volátil do ar,
onde tu sempre estás intrínseco, meu caro amigo.
pores de sol,
navega uma balsa
no rio d'uma lírica distante,
também onipresente,
soprada na força volátil do ar,
onde tu sempre estás intrínseco, meu caro amigo.
De tantas eras este mundo já se alimentou
e cá estamos nós desta vez.
Pisamos o mesmo chão
e me é motivo de loucura rouca, alegria:
partilhar tua existência em olhos agora rasos d'água,
como o vento no Japão,
em melodias orientais.
e cá estamos nós desta vez.
Pisamos o mesmo chão
e me é motivo de loucura rouca, alegria:
partilhar tua existência em olhos agora rasos d'água,
como o vento no Japão,
em melodias orientais.
Cristo, Krishna,
Deus nosso Senhor,
apaga a solidão das rotinas,
e a ânsia desmesurada acesa nos abismos
colossais alimentados pelos astros
sem respostas plausíveis o suficiente
para o contentamento que talvez
seria inconsistente também.
Pois que fractais são factos vivos no mundo,
na pele, nos olhos, nos sons,
em todos os sentidos
e nada vale.
Deus nosso Senhor,
apaga a solidão das rotinas,
e a ânsia desmesurada acesa nos abismos
colossais alimentados pelos astros
sem respostas plausíveis o suficiente
para o contentamento que talvez
seria inconsistente também.
Pois que fractais são factos vivos no mundo,
na pele, nos olhos, nos sons,
em todos os sentidos
e nada vale.
Mas meu amigo, que é a vida senão "por quê"?
Augusto K.