domingo, 8 de setembro de 2013

V.

Peito, porque insiste em se apertar por entre as entranhas na plenitude do silêncio da madrugada, de surpresa, por quem menos espero?
Será o pensamento o que relaciona?
Não me tome mais de assalto assim, a mão armada.
Isso vem cá atrapalhar as minhas noites de sono, e me lembro muito bem de ter pedido e prometido que a vida seria até os últimos e primeiros instantes da eternidade, a minha mulher amada.
Cala-te, pára o farfalhar 

ruidoso, 
que é temeroso em mim o brilho de uma estrela cadente de novo por aqui passar.

Deixando nada mais que rastro, fragmentos dispersos no espaço, o vazio e a amplidão, sem paz.

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